📖 Padrões de Orquestração

A conceção de um sistema multiagente eficaz exige a topologia correta. Compreenda como estruturar a comunicação e o fluxo de trabalho entre os modelos para reduzir alucinações e aumentar a precisão cognitiva.

1

Pipeline (Sequencial)

O fluxo linear clássico. A saída (output) de um agente transforma-se estritamente na entrada (input) do agente seguinte. Ideal para processos de transformação estruturada onde cada etapa depende da conclusão bem-sucedida da anterior.

Exemplo de Uso:
Extrator de Dados ➔ Analista Lógico ➔ Revisor Final. (Muito utilizado na geração de código ou formatação de relatórios em cadeia).
2

Hierárquico (Líder / Subordinados)

Um agente "Coordenador" ou "Gestor" recebe a tarefa principal do utilizador, decompõe-na em subtarefas e delega-as a agentes especializados. O coordenador compila os resultados para entregar a resposta final.

Exemplo de Uso:
Um Gestor de Projeto Jurídico que delega pesquisas fáticas a um agente, análise jurisprudencial a outro, e sintetiza o documento.
3

Debate (Colaborativo / Crítico)

Múltiplos agentes interagem em simultâneo (ou em rondas) sobre o mesmo contexto. Um propõe soluções enquanto o outro avalia, critica ou procura falhas na lógica (padrão *Advogado do Diabo*).

Exemplo de Uso:
Sistema de Avaliação de Risco. O Agente Criador redige um contrato e o Agente Auditor tenta encontrar brechas LGPD ou falhas de conformidade.
4

Híbrido (Complexo)

Combina as abordagens anteriores para fluxos de trabalho avançados. Pode incluir ramificações dinâmicas onde um Agente Triador decide, com base no input, se a tarefa deve ir para um Pipeline técnico ou para um Debate jurídico.

Exemplo de Uso:
A CPC Factory do ecossistema COGNIVUS, que utiliza uma hierarquia inicial para triagem e delega partes do processo a um comitê de debate antes da redação sequencial.